A experiência de sermos exigentes, críticos e menos compreensivos e tolerantes connosco próprios, em comparação com o que somos com os outros é bastante comum. Focamo-nos nas falhas e no que ficou por fazer ao invés do que foi feito e alcançado. Sentimos frequentemente uma certa incompletude e insatisfação muitas vezes associadas ao sentimento de ficarmos aquém do que queríamos ou do que achamos que devíamos.

Esta tendência autocrítica para nos enredarmos em pensamentos negativos ajuizadores e de ataque às nossas características físicas, psicológicas e comportamentos quando não atingimos determinado objetivo, quando não superamos expectativas desenhadas por nós e pelos outros resulta, na maioria das vezes, sentimentos de culpa e vergonha, medo de falhar, desilusão e sensação de derrota e fracasso. Nesses momentos, temos dificuldade em sermos aceitantes, compreensivos ou encorajadores; temos até dificuldade em receber essa atitude afiliativa e bondosa por parte de outros que nos são próximos. Podemos inclusivamente sentir que não somos merecedores disso. No entanto, uma relação interna de hostilidade dirigida ao eu, bem como o medo de que esta relação seja mais amável ou o medo de nos abrirmos a uma relação desta natureza por parte dos outros tem sido consistentemente associado a menores níveis de bem-estar e de saúde mental.Se reconhece estes processos em si, se tem tendência a tratar-se mais duramente do que trataria uma pessoa amiga, ou se tem dificuldade em cuidar de si ou deixar que outros o façam, este curso destina-se a si. A (auto)compaixão é uma peculiar motivação afiliativa que começa quando alguém (incluindo nós próprios) precisa de cuidados e esta necessidade é preenchida por uma presença amorosa e amigável. Não existe na compaixão ajuizamento sobre a vulnerabilidade e fragilidade humanas.
O Treino da Mente Compassiva é uma intervenção com 8 sessões semanais, que inclui conteúdo teórico e expositivo interligado com práticas experienciais para treinar e cultivar a compaixão por si e pelos outros. A investigação tem demonstrado que este treino parece ter um impacto positivo numa série de indicadores psicológicos e emocionais, entre os quais, a diminuição do autocriticismo e o aumento da compaixão e do bem-estar emocional.

Objetivos gerais

Aumentar a compaixão por si mesmo e pelos outros, bem como a abertura à compaixão dos outros

Objetivos Específicos

– Conhecer como a mente funciona e como é natural sermos apanhados em ciclos viciosos e perpetuadores de cadeias de pensamentos e emoções negativos.
– Conhecer os três sistemas de regulação emocional e a forma como interagem e se influenciam mutuamente. Um foco especial para o que gera desequilíbrio nestes sistemas.
– Compreender o que é a compaixão, os seus atributos, bloqueios e formas de a cultivar.
– Conhecer os três fluxos da compaixão: dar compaixão aos outros, receber compaixão dos outros e dar compaixão a si próprio (autocompaixão).
-Treinar competências para equilibrar os três sistemas, com o recurso à prática de mindfulness e de compaixão.

Metodologia

– Expositiva e, principalmente, experiencial

ESTE PROGRAMA VAI SER REALIZADO EM FORMATO online

Horário

segundas-feiras, das 19h às 21h30

sessão 1: 28 de novembro
sessão 2: 5 de dezembro
sessão 3: 12 de dezembro
sessão 4: 19 de dezembro
sessão 5: 26 de dezembro (a confirmar)
sessão 6: 3 de janeiro (3a feira, excepcional)
sessão 7: 9 de janeiro
sessão 8: 16 de janeiro

Formadores

Maria do Céu Salvador

Psicóloga Clínica, Doutorada em Psicologia e Professora Auxiliar na FPCEUC

Paula Castilho

Psicóloga Clínica, Doutorada em Psicologia, Professora Auxiliar na FPCEUC; Professora de MBSR em formação no Mindfulness Based Professional Training Institute (University of California- San Diego)